Nos interstícios da existência, nas lacunas da eloquência. Todos querem ter as respostas. Todos os grupos. Todos os credos. Todos os mitos. Todos os ditos.
Parece que ninguém se contenta com o simples ato de viver. As academias e suas fórmulas irrefutáveis. Irrefutáveis para ela que não consegue enxergar um palmo além de suas leis e axiomas.
O mal do acadêmico é acreditar em tudo que lhe é dito na academia. Cada teoria se encaixa em seu efêmero anseio de resposta, de verdade. Tão pequenos em relação a dimensão que poderiam alcançar. Não veem que o único modo de desenvolvimento pessoal e acadêmico real é o questionamento. Mas falo do questionamento bem fundamentado. Já vi pessoas fazerem perguntas a professores só porque foi dito que valeria nota a participação. Isso é a lepra da universidade. Pessoas querendo apenas um status quo de estudante universitário. Podres mortais! Mais inúteis para ciência quanto ela própria.
É nisso que está consistindo a nova "intelectualidade". Se não tem nada a contribuir... Contribua mesmo assim. Tanto faz. Compre um óculos. Ponha no rosto e fale de modo pausado. Siga o esteriótipo do intelectual. Do profundo pensador.
O engraçado é que poucos saem do lugar. Acabam a faculdade e se acomodam em seus lugares trabalhando por migalhas de pão governamentais. As mais pisadas. Isso não é vida. É morte do pensamento. Por que nosso país não se move em questões sociais ou humanas - mesmo acreditando que tudo que existe seja produto de humanos? Nosso povo morreu. Parou de pensar. E não é só questão de pão e circo. Porque nem isso está sendo satisfeito como um dia pensou-se estar. A questão parece se reduzir a medo. A falta de vontade. Por que nos deixar levar por informações que nem sabemos de onde vieram? Por que aceitar tudo como se tudo bastasse? Somos tão inúteis enquanto somos. Atrapalhemos os padrões. Inventemos o errado. Desfaçamos o correto. Pintemos e gritemos. Existamos!
Como disse um grande amigo meu, Ari Simplício: todas as ideias são só coisas da cabeça de um bando de gente. Por que nos retiramos o prazer de pensar assim? Por que aceitamos como formigas domesticadas?
Ahhhhhh.... Me enjoei dos humanos!
penso logo existo? cogito ergo sum?
ResponderExcluirque nada prefiro aquela assim: aproveite o dia.
carpe diem.
aproveitemos o conhecimento, alem de tentar demostra-lo.
Ótimo texto!
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